Meetup Cely: Marcas e o Marketing de Influência na Black Friday

Marcas e o Marketing de Influência na Black Friday
Imagem: Cely.

“Todo mundo gritando ao mesmo tempo”, talvez essa tenha sido a principal mensagem sobre a maior dor das marcas em suas ativações comerciais para a Black Friday. A afirmação é de Laura Barros, diretora de marketing da Wine, em um evento promovido pela Cely, startup especializada em inteligência de dados e estratégias no marketing de influência que reuniu mais de 25 empresas do mercado, no último dia 16, em São Paulo.

O meetup Cely “Estratégias para a sua Black Friday”, aconteceu na sede da startup e contou com a participação de executivos de marketing de grandes marcas e empresas, entre elas: Johnson & Johnson, Dzarm, Klabin, Roche, Terra, Mastercard, Cacau Show, Candide, Hyundai, Ikesaki e outras, para uma troca de experiências sobre preparação e ativações com influenciadores nesta importante data do varejo online e offline.

O painel de facilitadores do debate, além da presença da Wine como marca que investe em conteúdo de influenciadores para estimular seu e-commerce, foi composto por Leandro Bravo, founder da Cely, e pelos influenciadores convidados: Julio Rocha, ator e creator; Eslovênia Marques e Lucas Bissoli, ambos ex-BBBs 22, e pelos tiktokers Murillo Bizelli e Niki Cumerlato que, juntos, somam mais de quatro milhões de inscritos no TikTok.

Facilitada pela Cely, a conversa teve como intuito estimular o contato e proximidade entre marcas e criadores de conteúdo pensando o contexto de uma grande data do varejo, a Black Friday. Segundo Leandro Bravo, desde 2019 que o mercado indica uma crescente de resultados de vendas e publicidade a cada edição da Black Friday aqui no Brasil:

“Em 2021 tivemos uma edição que gerou aumento de 41% no total de vendas somente com influenciadores, comparado a um aumento de 5% no geral de vendas de todo o ano de 2020. Percebemos o aquecimento com conteúdo e aumento na consideração de compra evoluírem desde 2019”, adiciona o CMO da Cely, que completa: “Sabemos como essa conversa é relevante para o mercado e, por isso, o evento teve o dobro de inscritos para além do que esperávamos”, justifica.

Black Friday é para conversão?

Um dos pontos principais da conversa veio com as percepções sobre as estratégias e as expectativas das marcas em cliques e conversões. “Durante o período [mês de novembro], todos gritam o mesmo nome: conversão. Não é momento de gerar awareness ou começar um relacionamento, e sim fechar o carrinho”, afirma Laura Barros.

“Black Friday é quando todos sabem que vão, de fato, se relacionar com as marcas. O comportamento de compra está em evidência e as empresas precisam estar presentes e, se tiverem um plano de comunicação que use o poder da influência, saem na frente para serem ouvidas”, contextualiza Leandro Bravo.

Para Muriel Ortega, marketing na Johnson & Johnson, o relacionamento com a marca no período faz todo o sentido, “mas não está necessariamente atrelado à fidelização, e sim à conversão”. Segundo a especialista, a contratação de influencers dentro e fora da Black Friday é muito diferente: “Não acredito que seja o caso de querer gerar awareness, e sim cliques”, completa Ortega.

Estratégia essa validada pela diretora de marketing da Wine, que tem trabalhado com influenciadores por meio de diferentes propostas de campanhas ao longo dos últimos dois anos: “Na Black Friday é todo mundo gritando ao mesmo tempo. É preciso estar com uma estratégia bem definida e com um diferencial muito bem proposto e percebido pelo consumidor”.

A importância da cocriação de conteúdo

Os influencers presentes interagiram sobre a relação entre demanda, criação e entrega de conteúdo. Lucas Bissoli, ex-BBB 21 e recém inserido no marketing de influência, ressaltou pontos importantes nessa troca: “O modo como vem o briefing é essencial. Temos liberdade criativa? Sempre que uma marca nos procura, me preocupo e avalio se quero me associar àquele nome”, enfatiza.

Eslô Marques e Lucas Bissoli trouxeram percepções sobre o caminho da construção genuína e combinação do publi e conteúdo orgânico: “Se não for real, não vende. Conteúdos criados aleatoriamente, que não se encaixem na rotina, não vendem”, afirma a ex-BBB.

Neste cenário, o relatório “Evolução da Influência na Black Friday”, lançado no ano passado pela Youpix, mostra que 37% dos consumidores compram produtos após a indicação de um influenciador, 25% acompanham avaliações dos itens que têm interesse e 59% afirmam preferir que alguém explique sobre o produto para decidir sobre as próprias compras.

Mu Bizelli, influencer que ganhou visibilidade na pandemia, endossa esse contexto: “O influenciador realmente deve trabalhar com marcas que fazem sentido, não passar por cima de seus valores. Quando você vê o influenciador se relacionando muito bem com o seu público, a marca só tem a ganhar”.

“É sabido que, até pelos nossos dados internos e histórico de campanhas realizadas pela Cely, quanto mais dedicados os influencers são na criação, a resposta do público é maior”, destaca Bravo ao mencionar um reels de campanha ganhar mais engajamento do que um conteúdo orgânico, sem ads, na construção de conteúdo de Julio Rocha, como exemplo.

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Sou a Cely. Antes eu era Celebryts, mas esse é meu novo nome.
Sou uma startup de Marketing de Influência que sempre olha para o futuro e para todes.

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