A Celebryts
agora é Cely.

Influence for everyone

A Celebryts
agora é Cely.

Asset 3

Influence for everyone

Influenciadores com conteúdo ganham relevância durante a pandemia — entenda

Imagem: Unsplash.

Criadores de conteúdo focados apenas em estilo de vida — exercícios, viagens, festas — passaram a ser duramente criticados em todo o mundo durante a epidemia. A discussão ganhou força no Brasil quando Gabriela Pugliesi furou a quarentena ao promover uma festa em casa. Em contrapartida, influenciadores que divulgam informações e notícias confiáveis ganharam relevância. O ponto agora é: essa tendência permanecerá no pós-pandemia?

O episódio Gabriela Pugliesi, no final de abril, impulsionou uma ampla discussão sobre o papel e a responsabilidade dos criadores de conteúdo. Passado o episódio, com a poeira assentada, a pauta ganhou um caráter mais aprofundado. Será que os influenciadores que exploram puramente o estilo de vida — beleza física, viagens para lugares paradisíacos, festas e badalações — realmente perderão espaço para outros com mais “conteúdo”?

“Acredito que a pandemia despertou uma grande revolução, em vários aspectos”, diz o consultor e professor de marketing André Carvalhal. “As pessoas estão mais conscientes do que acontece nos bastidores das marcas e influenciadores. Há mais vigilância e um clamor por coerência. Deslizes são cada vez mais expostos e menos tolerados.” Esse cenário, acredita ele, está levando à transformação do perfil de quem cria opinião. “Hoje, existe uma vontade das pessoas de se conectarem mais com quem, além da aparência, traz informação, reflexão e notícias.”

Desse modo, a visão das empresas a respeito é fundamental. Para André Turquetto, diretor de marketing da Alelo, a pandemia acelerou o processo da busca de propósito pelas corporações. “Fica cada vez mais evidente que tanto o modelo atual do capitalismo como o papel das empresas nele inseridas estão mudando rapidamente”, ele diz.

Turquetto observa que os consumidores esperam uma participação mais efetiva das empresas no desafio de melhorar o mundo. Isso envolve causas como a preservação do meio ambiente e atitudes como a aplicação de parte dos lucros em projetos que beneficiam a sociedade. “O período de pandemia que estamos vivendo acelerou esse movimento”, acredita o executivo. “Notadamente, a preferência passou a ser por nomes que exercitam a empatia, em detrimento das que falam sobre si próprias, eticamente questionáveis ou pouco comprometidas com o interesse coletivo.”

Em tempos de isolamento, um estudo do Instituto Qualibest apontou que 20% dos internautas brasileiros passaram a seguir um número maior de influenciadores em comparação ao período anterior à pandemia. Para a diretora geral do instituto, Daniela Malouf, o fenômeno mostra a força das redes sociais como fonte de informação. “Os influenciadores não são apenas meios de distração, mas também são consumidos como transmissores de análises, fatos e opiniões.”

O biólogo e virologista Átila Iamarino é um exemplo de influencer que “aflorou” durante a pandemia — justamente por ter se revelado uma fonte confiável e embasada para falar sobre a Covid-19. Para a jornalista Daniela Arrais, sócia do estúdio de criação Contente, a profusão de médicos, psicólogos, psicanalistas e especialistas que ganharam destaque recentemente é um respaldo importante num momento em que a ciência, a cultura e a informação confiável estão sofrendo um ataque sistemático.

A questão-chave, para ela, é se o mercado terá realmente mudado quando a pandemia passar. “Nas primeiras semanas, o repúdio à ostentação ficou muito forte. Saiu matéria no New York Times, subiram no Twitter a hashtag #guillotine2020, que reunia situações em que famosos tentaram parecer gente como a gente e falharam miseravelmente”, relembra. “Mas a real é que, para uma parcela de influenciadores e seus seguidores, o que funciona ainda é essa vida aspiracional e inatingível, talvez continue sendo o que as pessoas querem ver”, acrescenta.

De qualquer forma, observa Daniela, a discussão é saudável e relevante. “Quanto mais falarmos a respeito mais teremos a possibilidade de construir uma internet plural, em que vozes sejam ouvidas, em que influência signifique ter realmente algo a dizer, e não simplesmente a exibição de um estilo de vida possível para tão poucos.”

Fonte: 6 minutos.


Com criação e planejamento preparados, alinhados com os criadores de conteúdo, estamos a postos para pensar com você a estratégia do seu negócio. Vamos passar por essa juntxs! Fale com a Celebryts. 💜

Cely News

Receba em primeira mão

Compartilhar é vida

Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on email
Share on whatsapp

A Cely te ajuda a encontrar os influenciadores certos pra sua campanha

Agências e empresas, vamos bater um papo?