A Celebryts
agora é Cely.

Influence for everyone

A Celebryts
agora é Cely.

Asset 3

Influence for everyone

Crise do novo coronavírus faz debate político chegar a youtubers e celebridades

Felipe Neto, Fábio Porchat, Anitta, Henry Bugalho são os nomes que têm discutido as questões políticas na internet

Imagem: Reprodução.

A pandemia do novo coronavírus e as milhares de mortes de brasileiros vítimas da Covid-19 têm provocado mudança entre os famosos e principais influencers do Brasil. A crise política entrou na pauta das celebridades e dos grandes youtubers do mercado de entretenimento: o momento de virada veio com vídeo de Felipe Neto (e seus 37,8 milhões de inscritos), que convocou colegas a se manifestarem sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Desde então, a questão virou tema das discussões de Anitta, Fábio Porchat, e outros.

A “convocatória” de Felipe Neto não foi a primeira iniciativa, mas, certamente, serviu de altofalante para reverberar as discussões políticas entre os influencers. Afinal, em tempos de isolamento, os conteúdos do mundo do entretenimento começam a rarear e, em contrapartida, a pauta política segue a todo vapor, com crises semanais.

Entre os novos integrantes do time de debatedores está o humorista Fábio Porchat. Com 5,7 milhões de followers no Instagram, abriu uma série de conversas com personalidades políticas do Brasil. Por lá, já passaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação, Fernando Haddad (PT), e a ex-ministra Marina Silva. Antes criticada por não se posicionar em temas relevantes do país, Anitta entrou no jogo. Também na rede social, acompanhada por 46,9 milhões de pessoas, conversou com a advogada Gabriela Prioli e com o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).

Figuras políticas, de olho no público jovem, tornaram-se frequentes nos canais do YouTube; o Ilha de Barbados, formado por PC Siqueira, Cauê Moura e Rafinha Bastos, entrevistou Haddad e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Além dos figurões do poder, outros nomes ganham destaque, como Atila Iamarino (acompanhado por 1,1 milhão de pessoas), biólogo e uma das vozes no debate sobre a pandemia, e o youtuber Henry Bugalho.

YouTube e política

Henry Bugalho é um criador de conteúdo que, a partir das eleições de 2018, adotou postura crítica em relação ao governo Jair Bolsonaro, e foi ganhando espaço no YouTube. Formado em filosofia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e especialista em literatura e história, promove discussões políticas em seus vídeos, além de convidar colegas para interagir.

O criador de conteúdos entende que o tema tomou grande centralidade no Brasil atualmente, chegando com força à esfera dos influencers e youtubers. “A política é um assunto que acabou monopolizando o espaço e mudou completamente a vida de todo mundo. Sinto que muita gente precisava externar o que estava vivendo de alguma forma”, opina.

“Muitos canais acabaram por tocar nessa pauta também porque tratavam de assuntos que desapareceram, como por exemplo, um canal que fala de esporte não tem mais fontes de conteúdo devido à paralisação das atividades. A política virou uma maneira de continuar gerando conteúdo”, completa Henry.

Apesar de perceber que a política sempre esteve presente na pauta dos youtubers, Henry notou um crescimento do tema após a cobrança de Felipe Neto. “De fato houve uma crescente revolta com a forma de lidar do presidente com a pandemia, e a convocação do Felipe Neto para que todos se posicionem tem a ver com isso. Chegamos a um ponto em que não dá mais para aceitar estar sob um dos quatro governos do mundo que negam a gravidade da crise”, diz.

Impacto nos contratos

Tatiana Amendola, socióloga e professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), analisa o impacto do posicionamento político na carreira dos influencers, afinal, trocam o número de seguidores por contratos publicitários com marcas, e agentes do mercado não costumam entrar em conflito aberto com poderosos, sobretudo àqueles que estão no governo.

Mesmo assim, a especialista defende ser essencial a entrada dos influencers na discussão, de forma responsável, justamente pelo alcance de suas mensagens. “Essa discussão nos faz pensar, crescer e entender a complexidade das coisas, o que, por exemplo, não é algo que Gabriela Pugliesi tenha feito. Ela negligenciou a vida humana, não foi polêmica, foi um erro”, constata.

Leandro Bravo, co-founder & CMO da Celebryts, uma startup especializada em marketing de influência, considera que a atitude de se pronunciar politicamente está ligada à transparência do criador com seu público. “Esse olhar de cuidado na hora de falar de política tem muito a ver com o olhar antigo que trazemos dos famosos. Celebridades e atores que precisavam de toda uma equipe mostrando o que se pode falar, muitas vezes por conta de contratos com canais de televisão ou marcas específicas. Mas na internet é diferente”, comenta.

O especialista aponta que, neste novo cenário, o criador é geralmente o responsável por aquilo que diz, mesmo que tenha um agente ou uma equipe por trás. “Não é como era antigamente, que quem determinava era o contratante. Neste momento, o influencer leva em consideração se o conteúdo será bom para a sua audiência. Em seguida, reflete sobre os impactos: ‘Vou reduzir a quantidade de marcas de trabalho?’. Depois dessa avaliação, é possível se posicionar de maneira responsável e aceita pelo público”, complementa.

Fonte: Metrópoles.


Com criação e planejamento preparados, alinhados com os criadores de conteúdo, estamos a postos para pensar com você a estratégia do seu negócio. Vamos passar por essa juntxs! Fale com a Celebryts. 💜

Cely News

Receba em primeira mão

Compartilhar é vida

Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on email
Share on whatsapp

A Cely te ajuda a encontrar os influenciadores certos pra sua campanha

Agências e empresas, vamos bater um papo?